Fiocruz desenvolve teste para Zika mais barato e rápido

Publicada em 15 de abril de 2019 - 11:56

Imprimir
Fiocruz desenvolve teste para Zika mais barato e rápido

Última atualização: 15 , abril 2019 - 11:58

Exames para identificar infecção pelo vírus da Zika em breve vão poder ser feitos em 20 minutos. Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Pernambuco, desenvolveram um método simples e 40 vezes mais barato que o tradicional. A expectativa é que chegue aos postos de saúde antes do final do ano, beneficiando, principalmente, os municípios afastados dos grandes centros, onde o resultado do teste de Zika pode demorar até 15 dias. As informações são de um dos criadores da técnica, o pesquisador da unidade Jefferson Ribeiro.

“Tendo em vista que a técnica atual (PCR) é extremamente cara e o Brasil tem poucos laboratórios de referência que podem realizar o diagnóstico de Zika – até um tempo atrás eram apenas cinco, inclusive a Fiocruz de Pernambuco -, uma cidade pequena, no interior do estado, acaba prejudicada. A amostra precisa sair do interior, ir para a capital, para ser processada, enfim, se pensarmos nesses municípios, o resultado pode demorar 15 dias”, destaca Ribeiro.

Outra vantagem do novo teste é que pode ser feito por qualquer pessoa nos posto de saúde, não exige treinamento complexo. Com um kit rápido, basta coletar amostras de saliva ou urina, misturar com reagentes fornecidos em um pequeno tubo plástico e depois aquecer em banho maria. Vinte minutos depois, se a cor da mistura se tornar amarela, está confirmado o diagnóstico de Zika, se ficar laranja, o resultado é negativo. Hoje, o teste PCR (reação em da polimerase), com reagentes importados, é feito com material genético retirado das amostras, o que demora mais.

O teste elaborado pela Fiocruz Pernambuco é também mais preciso, ou seja, tem uma taxa de erro menor, acusando a doença mesmo em casos que não foram detectados pela PCR.

A expectativa dos pesquisadores é que o kit seja desenvolvimento pela indústria nacional, com a participação da Bio-manguinhos, e disponibilizado até o fim do ano. Testes semelhantes já são usados para o vírus da dengue e outras bactérias. “Essa é a nossa pretensão, para facilitar a disponibilidade para o Sistema Único de Saúde”, disse Ribeiro.

Zika

O número de casos de Zika, que pode causar microcefalia em bebês, vem diminuindo nos últimos anos. No entanto, o país ainda teve 8.680 diagnósticos em 2018 (em 2017 foram 17.593), com maior incidência no Norte e Centro-Oeste. A doença está relacionada à falta de urbanização e de saneamento básico e costuma aumentar nas estações chuvosas.

A Zika é transmitida principalmente por picadas de mosquito, mas também durante a relação sexual desprotegida e de mãe para filho, na gestação. Provoca complicações neurológicas como a microcefalia e a Síndrome de Guillain Barré. Começa com manchas vermelhas pelo corpo, olho vermelho, febre baixa e dores pelos corpos e nas juntas, geralmente, sem complicações.

O novo teste para a Zika foi desenvolvido no mestrado em Biociências e Biotecnologia em Saúde, com orientação do professor Lindomar Pena. Em breve, será publicado em detalhes em revista científica. Anteriormente, os pesquisadores publicaram artigo com os resultados dos testes para amostras de mosquitos infectados e não de secreções humanas.

Agência Brasil

DOENÇA

Estudo indica que zika pode provocar infertilidade em homens

Segundo a pesquisa, liderada pela infectologista Vivian Avelino-Silva, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o zika pode causar infertilidade.

Publicada em 11 de dezembro de 2018 - 19:17

Imprimir
Estudo indica que zika pode provocar infertilidade em homens

Última atualização: 11 , dezembro 2018 - 19:17

Um novo estudo, promovido pelo Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo, sugere que a infecção pelo vírus Zika também possa trazer complicações para os homens. Segundo a pesquisa, liderada pela infectologista Vivian Avelino-Silva, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o zika pode causar infertilidade.

Quatorze homens infectados pelo vírus em 2016 participaram do estudo. Cinco deles fizeram o exame de espermograma e, em quatro, os resultados ficaram fora dos parâmetros de normalidade estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Observamos que, dentre os cinco homens em que fizemos a coleta de sêmen, quatro tinham o valor fora do normal, considerando a normalidade com referência da OMS. Isso sugere que pode existir um efeito de infecção por Zika que a gente ainda não conhecia, que é uma alteração prolongada, talvez até permanente, de infertilidade entre os homens”, disse Vivian em entrevista à Agência Brasil.

O estudo não é conclusivo e aponta a necessidade de que novas pesquisas sejam feitas. A pesquisadora destacou que a amostra era pequena e que a equipe não tinha exames desses cinco homens antes da infecção para comprovar que a alteração foi feita pelo zika.

“Não conseguimos provar, mas já existem estudos em animais que sugerem resultados semelhantes. Por isso achamos que o resultado é importante para que seja feito um estudo com um número maior de homens”, ressaltou a pesquisadora do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias.

Aedes Aegypti

Piauí registra baixa em casos de dengue, zika e chikungunya

O balanço no número de casos de dengue, zika e chikungunya no estado aponta uma redução de 68,3% em relação ao mesmo período do ano passado. 

Publicada em 3 de setembro de 2018 - 15:46

Imprimir
Piauí registra baixa em casos de dengue, zika e chikungunya

Última atualização: 3 , setembro 2018 - 15:46

A Secretaria de Saúde do Estado do Piauí (Sesapi), por meio da Coordenação e Controle das Ações de Enfrentamento à Microcefalia, divulgou nesta segunda-feira, (03/09), o balanço no número de casos de dengue, zika e chikungunya no estado e garantiu que houve uma redução de 68,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
Nos casos de dengue, os dados mostram que no ano passado foram registrados 4.850 casos, já neste ano, foram registrados 1.536 casos notificados.
Já a chikungunya, que é a segunda doença com maior casos transmitida pelo Aedes Aegyti, até o momento, foram 450 notificações, que representa uma queda de 91,9% em relação ao ano passado. E a zika, 21 casos foram notificados em 2018. Enquanto em 2017, foram 128 casos prováveis.
PREVENÇÃO
As doenças dengue,  chikungunya e zika são adquiridas através da picada do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em local com água parada, seja limpa ou suja. A população deve ficar atenta as formas de prevenção do mosquito vetor e a principal é manter o ambiente limpo sem nenhum tipo de água parada, como em poças, esgotos, pneu, vaso de planta e em calha de escorrimento de água no telhado.

Redução

Cai em mais de 70% os casos de dengue no Piauí

Os dados apontam que no ano passado, foram registrados 4.565 casos durante o ano todo e este ano, até o momento, foram registrados 1.295 casos suspeitos.

Publicada em 27 de julho de 2018 - 15:48

Imprimir
Cai em mais de 70% os casos de dengue no Piauí

Última atualização: 27 , julho 2018 - 15:48

A Secretaria de Saúde do Estado do Piauí (Sesapi), por meio da Coordenação e Controle das Ações de Enfrentamento à Microcefalia, divulgou nesta sexta-feira, (27/07), o balanço no número de casos de dengue no estado e informou que de janeiro até julho deste ano, houve uma queda de 71,6% em relação ao ano passado.
Os dados apontam que no ano passado, foram registrados 4.565 casos durante o ano todo e este ano, até o momento, foram registrados 1.295 casos suspeitos.
Além disso, dentre as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, a dengue é a que leva maior número de notificações. Chikungunya é a segunda doença com o maior número de casos no Piauí: foram 351 notificações até o momento. Teresina foi o município mais afetado, com 234 casos notificados.
Segundo Antônio Manoel, supervisor da Vigilância em Saúde, o boletim não apontou nenhuma morte por dengue ou chikungunya neste ano e destaca que mesmo o que estão em nível satisfatório devem se manter alerta.
“Esses dados servem para que tomemos medidas mais efetivas em regiões com maior risco, precisamos desses dados para nortear nosso trabalho. Se um município não notifica sua realidade, ele acaba prejudicando sua população”, ressalta.
Municípios com risco para surto da dengue, zika e chikungunya:
Alagoinha do Piauí
Alvorada do Gurguéia
Belém do Piauí
Betânia do Piauí
Bom Princípio do Piauí
Buriti dos Montes
Caldeirão Grande do Piauí
Campinas do Piauí
Caridade do Piauí
Demerval Lobão
Francisco Macedo
Francisco Santos
Gilbués
Júlio Borges
Jurema
Milton Brandão
Pio IX
Santana do Piauí
Simões