OMS

23 milhões de brasileiros possuem transtornos mentais

Transtornos como depressão, ansiedade e bipolaridade assombram 12% da população

Publicada em 25 de janeiro de 2019 - 13:39

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23 milhões de brasileiros possuem transtornos mentais

Última atualização: 25 , janeiro 2019 - 13:39

Dados recentes divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que 23 milhões de brasileiros, ou seja, 12% da população, apresentam os sintomas de transtornos mentais. Ainda de acordo com a pesquisa, ao menos 5 milhões, 3% dos cidadãos, sofrem com transtornos mentais graves e persistentes. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013 estimou que 7,6% (11,2 milhões) das pessoas de 18 anos ou mais de idade receberam diagnóstico de depressão por profissional de saúde mental. Mas, não é só a depressão que atinge os brasileiros, transtornos como ansiedade, bipolaridade e esquizofrenia também estão no topo da lista das doenças mais recorrentes.

O número de casos tende a aumentar em áreas urbanas, e também em mulheres, que representam dois terços dos diagnósticos para depressão, por exemplo. Por isso, é importante conscientizar todos, tanto os pacientes quanto quem convive com essas pessoas. Pensando nisso, foi lançada a recentemente campanha “Janeiro Branco”, aproveitando a simbologia do início de ano, para incentivar a cuidar da saúde mental e emocional. Segundo o Dr. Aier Adriano Costa, coordenador médico da Docway, as doenças psicológicas não são levadas a sério porque não são facilmente visíveis, como um osso quebrado por exemplo, apesar de serem doenças comuns e estrarem presentes na vida das pessoas. “Mudar depende da mobilização das pessoas para tentar combater o estigma social, evitar rotular e desqualificar pessoas que tem essas enfermidades e orientar já é um bom começo e não tem nenhum custo”, explica.

Existem, de acordo com o médico, vários sinais e sintomas que  podem identificar  uma pessoa que não está com uma boa saúde mental, por exemplo: tristeza ou irritabilidade exacerbada, confusão, desorientação, apatia e perda de interesse, preocupações excessivas, raiva, hostilidade, violência, medo ou paranoia, problemas em lidar com emoções, dificuldade de concentração, dificuldade de lidar com responsabilidades, reclusão ou isolamento social, problemas para dormir, delírios ou alucinações, ideias grandiosas ou fora da realidade, abuso de drogas ou álcool, pensamentos ou planos suicidas.

Para ajudar, inicialmente, é bom estimular o paciente a buscar atendimento especializado com um médico, psicólogo ou um psiquiatra. De acordo com o Dr. Aier, é sempre importante criar um ambiente adequado para que a pessoa que está em tratamento se sinta segura para poder compartilhar seus problemas e aceitar ajudar especializada. Outra dica importante é criar uma rede de apoio, com amigos e familiares, para entender e participar ativamente do processo de terapia. Existem, além disso, diversos outros grupos de apoio que podem auxiliar auxiliam no tratamento. A grande maioria das doenças psiquiátricas tem tratamento eficiente quando diagnosticada de maneira correta, além dos tratamentos estarem em constante melhora e evolução. “Cabe a todos nós como sociedade ajudar para o fim da discriminação e preconceito que estão presentes nas pessoas que tem pouco conhecimento sobre o assunto”, conclui o médico.

50% do corpo queimado

Morre 2ª vítima de incêndio criminoso causado por deficiente mental

O acusado, José Fernando Pereira Gonzaga, 47 anos, portador de deficiência mental, ateou fogo dentro do quarto no qual estavam o casal

Publicada em 12 de julho de 2018 - 11:39

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Morre 2ª vítima de incêndio criminoso causado por deficiente mental

Última atualização: 12 , julho 2018 - 11:55

Carla Pereira de Abreu, 25 anos, a segunda vítima de um incêndio criminoso provocado pelo cunhado portador de esquizofrenia, faleceu nesta quarta-feira (11), após 18 dias internada no Hospital de Urgências de Teresina (HUT). Ela sofreu queimaduras de primeiro e segundo grau em 50% do corpo.

Além de Carla Pereira, a outra vítima Luis Pereira Gonzaga, 54 anos, morreu dois dias depois do crime. Ele teve 80% do corpo queimado.

O acusado, José Fernando Pereira Gonzaga, 47 anos, portador de deficiência mental, ateou fogo no quarto do casal, localizado na Rua São Raimundo, no Bairro Piçarra, zona Sul de Teresina

Fernando teria jogado querose nas vítimas, ateado fogo e em seguida trancou a porta do quarto com um cadeado. Ele teria fugido de casa em um mototáxi com uma mochila.

 

 

A filha Luis Pereira concedeu entrevista exclusiva ao Portal Piauí Agora questionando a sanidade mental do tio, que está internado Hospital Psiquiátrico Areolino de Abreu sob medidas protetivas.

Morre homem que foi queimado por irmão com transtornos mentais

a companheira de Luís Pereira, Carla de Abreu segue internada. Ela teve 50% do corpo queimado e está em processo de recuperação.

Publicada em 3 de julho de 2018 - 19:00

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Morre homem que foi queimado por irmão com transtornos mentais

Última atualização: 3 , julho 2018 - 19:14

Morreu nessa segunda-feira, (02/07), Luís Pereira Gonzaga, 54 anos, em consequências das graves lesões das queimaduras causadas por seu irmão, que sofre de transtornos mentais. A vítima teve 80% do corpo queimado e estava internado na UTI do Hospital de Urgência de Teresina (HUT).

A informação foi confirmada pela assessoria do HUT e informou que a companheira de Luís Pereira, Carla de Abreu segue internada. Ela teve 50% do corpo queimado e está em processo de recuperação.

O irmão de Luís Pereira teria ateado querosene e em seguida fogo contra o casal, enquanto dormia. Além disso, ele ainda teria trancado a porta do quarto com cadeado para o lado de fora, o que impossibilitou a saída do casal.

A Polícia Militar de Teresina e o Corpo de Bombeiros foram acionados e ajudaram no resgate.