Rede notifica quase 600 tentativas de suicídio e automutilações em Teresina

Publicada em 17 de maio de 2019 - 10:31

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Rede notifica quase 600 tentativas de suicídio e automutilações em Teresina

Última atualização: 18 , maio 2019 - 14:23

Os serviços de saúde de Teresina notificaram, somente em 2018, o total de 583 casos de violências autoprovocadas, correspondendo a 97,43% tentativas de suicídio e 2,57% automutilações. O dado foi divulgado nesta semana pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), que dispõe de rede extensa de assistência à saúde mental.

Entre os casos registrados, 79% dos pacientes eram do sexo feminino e 21% masculino. O levantamento da FMS abrangeu o estudo da faixa etária mais vulnerável às automutilações e tentativas de suicídio na capital piauiense: 39,62% tinha idade compreendida entre 20 e 34 anos; seguido por 24,70% entre 15 e 19 anos e 24,19% com 35 a 49 anos de idade. Já a notificação dessas violências envolvendo pessoas com 10 a 14 anos correspondeu a 6,17%; 3,95%; com 50 a 64 anos e apenas 0,69% com idade inferior a 10 anos e superior a 65 anos.

Quem faz parte desses números é a estudante Diuliene Santos, de 33 anos, que procurou ajuda no CAPs. Diagnosticada com o transtorno de personalidade, ela apresentava como sintoma a automutilação. “Fui sozinha ao Centro. Tem pessoas que acham que a automutilação é modinha, mas é doença séria, que tem que ser tratada como tal. Foi difícil, mas venci com a ajuda de profissionais que me auxiliaram em todos os minutos”, relembra.

De acordo com o presidente da FMS, Charles Silveira, Teresina vem cumprindo a Lei Federal 13.819/2019 que instituiu no Brasil a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio. “A nova legislação chama atenção para o problema e estimula a notificação dos casos pelos serviços de saúde. “Também contribui para garantia da assistência adequada, instiga a rede de saúde a organizar mecanismos de prevenção e une vários órgãos, como saúde, educação, imprensa e política para sensibilizar a população sobre o tema”, observa.

O médico psiquiatra da FMS, Francisco de Brito, explica que, em caso de automutilação, tentativa de suicídio ou qualquer outro transtorno psíquico, a conduta dos responsáveis deve ser acolhedora e não julgadora. “Não se deve punir, brigar ou colocar a criança ou adolescente que apresenta esses sintomas de castigo. É preciso compreender, conversar, procurar atendimento na rede de saúde mental. É fundamental uma consulta psiquiátrica para avaliar diagnóstico e iniciar tratamentos”, alerta.

Conheça a rede de saúde mental de Teresina

A rede de saúde mental mantida pela Prefeitura de Teresina é extensa. São 90 Unidades Básicas de Saúde, que podem tratar transtornos mentais leves e, se constatada a necessidade, fazem o encaminhamento do paciente para psicólogo ou psiquiatra. A cidade conta ainda com sete CAPSs, que acolhem pessoas com transtornos mentais severos e persistentes, além do Provida, ambulatório voltado especificamente para aqueles que tentaram suicídio.

Nos casos de urgências psiquiátricas, a exemplo de tentativa de suicídio, a população pode acionar a ambulância do SAMU ou ir por meios próprios para o hospital Areolino de Abreu, unidade que tem psiquiatras 24 horas e é referência para atender casos de urgência psiquiátrica, sem comprometimentos clínicos. Se houver comprometimentos clínicos, a exemplo de um corte profundo, é preciso ir primeiramente para os hospitais de bairro da cidade.

Da Redação

feminicídio

Homem mata companheira e em seguida tira a própria vida

Os corpos foram encontrados dentro do quarto do casal na tarde desta segunda-feira (1ª).

Publicada em 2 de outubro de 2018 - 13:19

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Homem mata companheira e em seguida tira a própria vida

Última atualização: 3 , outubro 2018 - 12:40

Um crime com requintes de crueldade deixou moradores da cidade de Uruçuí (PI) bastante assustados. Um homem identificado como Alan Pereira Costa, 25 anos, matou a golpe de machado a companheira Marjori Cristina, 19 anos, em seguida, ele cometeu suicídio. Alan era ex-presidiário e a jovem, segundo a polícia, havia sido presa anteriormente.

Os corpos foram encontrados dentro do quarto do casal no início da tarde desta segunda-feira (1ª). A cena era de um filme de terror, com fotos do casal rasgadas pelo chão e ainda uma carta escrita por Alan direcionada à mãe, que ele havia escrito pouco antes de cometer o crime. Na mensagem ele pede desculpas e pede para ela cuidar do filho, de apenas poucos meses de vida.

De acordo com a polícia, o casal estava envolvido em vários crimes. Alan havia sido preso por tráfico de drogas, mas estava em liberdade. Já Marjori era conhecida na região também por tráfico de drogas.

A equipe da delegacia regional de Uruçuí ainda não sabe quais reais motivos levaram ao crime, o que se sabe apenas é que o casal tinha seus desentendimentos. O caso está sendo investigado como feminicídio.

Setembro Amarelo

Suicídio: Precisamos falar sobre isso

A Associação Brasileira de Psiquiatria informou, por meio de dados, que 17% da população brasileira já pensou em cometer suicídio.

Publicada em 9 de setembro de 2018 - 9:50

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Suicídio: Precisamos falar sobre isso

Última atualização: 9 , setembro 2018 - 09:50

Você já se perguntou o que está por trás do comportamento suicida? Porque alguém desiste de lutar? Para algumas pessoas, em determinados momentos, pensar na morte como a única saída para uma situação de sofrimento, talvez pareça a única solução possível. Mas a maioria dessas pessoas escolheria outra forma de solucionar seus problemas, se não se encontrassem numa tal angustia que as incapacita de avaliar as suas opções de forma mais racional.

Recebo com freqüência, no meu consultório, vários pacientes que já tentaram tirar a sua própria vida, ou que apresentam ideação suicida. De acordo com dados da Associação Brasileira de Psiquiatria, 17% da população brasileira já pensou em cometer suicídio. Todo ano são registrados cerca de 10 mil suicídios no Brasil, mas ainda existe um tabu muito grande em falar sobre o assunto e discutir possibilidades de evitação.

É mito a idéia de que falar sobre suicídio aumenta o risco para o mesmo. É preciso falar sobre isso! Na maioria das vezes, aquele que se suicida avisa de alguma forma antes de cometer o ato. Porém, há em muitos casos uma descrença por parte dos amigos e familiares. Geralmente acreditam que a pessoa está querendo apenas chamar a atenção, ou que “quem quer se matar de verdade não avisa, simplesmente se mata.”

Observei nos casos clínicos que acompanhei que, quanto maior a desesperança, maior o desejo desses pacientes de tirarem a própria vida. As pessoas que cometem suicídio, comumente buscam na verdade interromper uma condição de sofrimento e de dor que seja demasiadamente insuportável. Os déficits na resolução de problemas e o perfeccionismo são fatores psicológicos relacionados diretamente ao suicídio.

Outros fatores de risco associados com o suicídio são: transtornos mentais como depressão, bipolaridade e esquizofrenia; situações como o isolamento social e o luto (principalmente em idosos); questões psicológicas como perdas recentes, maus tratos ou abuso sexual na infância, e problemas na dinâmica familiar; e condições clínicas incapacitantes como dor crônica e câncer. O uso de drogas aumenta a impulsividade e, com isso, o risco de suicídio.

Caso perceba que alguém está apresentando mudanças drásticas de humor, demonstrando desesperança com relação ao futuro, tendo engajamento em atividades arriscadas, ou se afastamento dos amigos e familiares, não o ignore. Procure conversar e escutar sem julgar. Oriente a pessoa a pedir ajuda de um psicólogo e de um médico psiquiatra, e se ela se recusar, considere alertar um parente próximo ou alguém de sua confiança.

Se você, que está lendo este artigo neste momento, está pensando em tirar a própria vida, pense que talvez o seu objetivo seja apenas solucionar um problema que neste momento não parece ter solução. Não fique sozinho! Não se isole! Conversar sobre os sentimentos é essencial, vai te ajudar a organizar os seus pensamentos. Fale com quem se sentir mais a vontade, e procure ajuda de um profissional especializado. Não desista! Pense nas lutas que já venceu, e se concentre para vencer mais essa. Procure pensar no que te faz ou pode te fazer feliz. Às vezes são coisas simples, mas que podem te ajudar a resignificar a sua vida.

COMO BUSCAR AJUDA

O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio no Brasil, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. Você pode ligar a qualquer hora do dia para o número 188.

FONTE: Sileli Santiago

Utilidade pública

Suicídio: precisamos falar sobre isso

O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio no Brasil, por meio do número 188.

Publicada em 17 de junho de 2018 - 17:25

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Suicídio: precisamos falar sobre isso

Fonte: Sileli Santiago

Última atualização: 17 , junho 2018 - 17:25

 Você já se perguntou o que está por trás do comportamento suicida? Porque alguém desiste de lutar? Para algumas pessoas, em determinados momentos, pensar na morte como a única saída para uma situação de sofrimento, talvez pareça a única solução possível. Mas a maioria dessas pessoas escolheria outra forma de solucionar seus problemas, se não se encontrassem numa tal angustia que as incapacita de avaliar as suas opções de forma mais racional.

Recebo com freqüência, no meu consultório, vários pacientes que já tentaram tirar a sua própria vida, ou que apresentam ideação suicida. De acordo com dados da Associação Brasileira de Psiquiatria, 17% da população brasileira já pensou em cometer suicídio. Todo ano são registrados cerca de 10 mil suicídios no Brasil, mas ainda existe um tabu muito grande em falar sobre o assunto e discutir possibilidades de evitação.

É mito a ideia de que falar sobre suicídio aumenta o risco para o mesmo. É preciso falar sobre isso! Na maioria das vezes, aquele que se suicida avisa de alguma forma antes de cometer o ato. Porém, há em muitos casos uma descrença por parte dos amigos e familiares. Geralmente acreditam que a pessoa está querendo apenas chamar a atenção, ou que “quem quer se matar de verdade não avisa, simplesmente se mata.”

Observei nos casos clínicos que acompanhei que, quanto maior a desesperança, maior o desejo desses pacientes de tirarem a própria vida. As pessoas que cometem suicídio, comumente buscam na verdade interromper uma condição de sofrimento e de dor que seja demasiadamente insuportável. Os déficits na resolução de problemas e o perfeccionismo são fatores psicológicos relacionados diretamente ao suicídio.

Outros fatores de risco associados com o suicídio são: transtornos mentais como depressão, bipolaridade e esquizofrenia; situações como o isolamento social e o luto (principalmente em idosos); questões psicológicas como perdas recentes, maus tratos ou abuso sexual na infância, e problemas na dinâmica familiar; e condições clínicas incapacitantes como dor crônica e câncer. O uso de drogas aumenta a impulsividade e, com isso, o risco de suicídio.

Caso perceba que alguém está apresentando mudanças drásticas de humor, demonstrando desesperança com relação ao futuro, tendo engajamento em atividades arriscadas, ou se afastamento dos amigos e familiares, não o ignore. Procure conversar e escutar sem julgar. Oriente a pessoa a pedir ajuda de um psicólogo e de um médico psiquiatra, e se ela se recusar, considere alertar um parente próximo ou alguém de sua confiança.

Se você, que está lendo este artigo neste momento, está pensando em tirar a própria vida, pense que talvez o seu objetivo seja apenas solucionar um problema que neste momento não parece ter solução. Não fique sozinho! Não se isole! Conversar sobre os sentimentos é essencial, vai te ajudar a organizar os seus pensamentos. Fale com quem se sentir mais a vontade, e procure ajuda de um profissional especializado. Não desista! Pense nas lutas que já venceu, e se concentre para vencer mais essa. Procure pensar no que te faz ou pode te fazer feliz. Às vezes são coisas simples, mas que podem te ajudar a resignificar a sua vida.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio no Brasil, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. Você pode ligar a qualquer hora do dia para o número 188.

 

três anos após crime

É preso suspeito de matar homem e tentar forjar crime

O assassinato ocorreu no Povoado Mangabeira da Santinha, em Timon (MA), no dia 13 de maio de 2015.

Publicada em 29 de maio de 2018 - 9:50

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É preso suspeito de matar homem e tentar forjar crime

Fonte: Daniely Viana

Última atualização: 29 , maio 2018 - 09:51

Uma operação em conjunto com Polícia Civil do MA e Polícia Militar do Piauí conseguiu localizar um homem suspeito de homicídio triplamente qualificado. O sujeito teria assassinado a vítima e tentado forjar o crime, indicado que ela teria cometido suicídio.

O assassinato ocorreu no Povoado Mangabeira da Santinha, em Timon (MA), no dia 13 de maio de 2015. De acordo com a PM, o homem morto foi encontrado estrangulado com a própria rede, aparentando suicídio. No entanto, após investigações dos policiais e da perícia, ficou constatado que na verdade se tratava de um homicídio.

Além do suspeito, que não teve o nome identificado, outras duas pessoas teriam participado do crime. Dessa forma, após trabalho de buscas, as equipes cumpriram mandado de prisão contra o homem três anos após o homicídio no Bairro Novo Tempo, também em Timon.