ONU: cerca de 1,7 milhão de pessoas foram infectadas pelo HIV em 2018

Publicada em 17 de julho de 2019 - 14:58

Imprimir
ONU: cerca de 1,7 milhão de pessoas foram infectadas pelo HIV em 2018

Última atualização: 17 , julho 2019 - 14:58

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) divulgou hoje (16) que cerca de 1,7 milhão de pessoas em todo o mundo foram infectadas pelo vírus em 2018 – uma redução de 16% em relação a 2010. O documento Atualização Global sobre a Aids – Comunidades no centro revela que a queda foi impulsionada principalmente por progressos no leste e no sul da África.

O estudo, lançado em Genebra, na Suíça, e em Eshowe, na África do Sul, alerta, entretanto, que, enquanto alguns países têm avanços acentuados, outros observam o aumento de novas infecções pelo vírus e de mortes relacionadas à aids. O relatório aponta ainda uma desaceleração na redução de novas infecções por HIV.

“A epidemia do HIV pôs em foco muitas falhas da sociedade. Onde há desigualdades, desequilíbrios de poder, violência, marginalização, tabus, estigma e discriminação, o HIV toma conta”, avalia a diretora do Unaids, Gunilla Carlsson.

Segundo o documento, o panorama da epidemia no mundo está mudando: em 2018, mais da metade de todas as novas infecções por HIV foram em pessoas que integram as chamadas populações-chave, que incluem profissionais do sexo, pessoas que usam drogas, homens gays, homens que fazem sexo com homens, transexuais e presidiários – e seus parceiros.

Globalmente, as novas infecções por HIV entre mulheres jovens (com idade entre 15 e 24 anos) caíram 25% entre 2010 e 2018.

“Esta é uma boa notícia, mas, é claro, continua a ser inaceitável que 6 mil meninas adolescentes e mulheres jovens sejam infectadas pelo HIV toda semana. A saúde sexual e reprodutiva e os direitos das mulheres e jovens muitas vezes ainda são negados”, aponta Gunilla Carlsson.

Países de língua portuguesa

O estudo inclui avanços para que se tenha, até 2020, 90% das pessoas com HIV devidamente diagnosticadas, 90% delas realizando tratamento com antirretrovirais e, deste grupo, 90% com carga viral indetectável.

No primeiro indicador, Brasil, Cabo Verde e Portugal cumpriram ou estão a caminho de cumprir a meta. Os dois últimos países também estão em vias de alcançar o segundo indicador.
O Brasil é citado como o único país em vias de cumprir o objetivo de alcançar 90% de pessoas com carga viral indetectável, o que indica sucesso do método terapêutico aplicado no país.
A Guiné-Bissau é mencionada no estudo pelo alto número de mulheres que vivem com deficiência com maior probabilidade de serem soropositivas do que homens na mesma situação.

Moçambique é citada pelo sucesso em ações com base na comunidade, que podem resultar na garantia de direitos à saúde em um país de baixa renda com uma das maiores epidemias de HIV do mundo e vários desafios de saúde pública. Os recentes ciclones e o efeito no sistema de saúde são apontados no relatório, que cita outros agravantes como pobreza extrema, acesso desigual, escassez e fraca presença de provedores de serviços de saúde.
Já Angola é um dos sete países onde o número de infeções aumentou em crianças.

Populações

O documento mostra que as populações-chave e seus parceiros sexuais representam atualmente 54% das novas infecções pelo HIV no mundo. Em 2018, o grupo respondia por 95% delas, enquanto as regiões que precisavam de maior atenção eram Europa Oriental e Central, Oriente Médio e Norte da África.

O estudo revela ainda que menos de 50% das populações-chave foram atingidas com serviços combinados de prevenção ao HIV, problema relatado em mais da metade dos países pesquisados. Segundo o Unaids, isso seria um indicativo de que elas estão sendo marginalizadas e deixadas para trás na resposta ao HIV.

Da Agência Brasil

Estudo mostra que adolescentes de faixas carentes estão mais obesos

Publicada em 10 de julho de 2019 - 8:03

Imprimir
Estudo mostra que adolescentes de faixas carentes estão mais obesos

Última atualização: 10 , julho 2019 - 08:03

Adolescentes residentes no Brasil, de faixas mais pobres da população, estão mais obesos e ainda sofrem de desnutrição.

É o que mostra estudo feito por pesquisadores da Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fundação Oswaldo Cruz da Bahia (Cidacs/Fiocruz Bahia).

Esta é a primeira vez que uma investigação como essa é feita no Brasil, observando fatores socioeconômicos associados à desnutrição e à obesidade.

Para fazer o trabalho, os técnicos utilizaram dados das edições de 2009, a primeira, e da mais recente, de 2015, da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O trabalho investiga doenças crônicas não transmissíveis entre adolescentes escolares brasileiros.

O estudo comparou os índices nutricionais de alunos de 13 a 17 anos, separados entre os que apresentam somente sobrepeso ou baixa estatura e aqueles que apresentam as duas condições.

Sobrepeso

Na visão dos pesquisadores, houve aumento de sobrepeso entre os adolescentes de todos os níveis socioeconômicos e, ao mesmo tempo, também aparece nesses estudantes a desnutrição, revelada pela baixa estatura.

Segundo o estudo, os adolescentes de escolas privadas têm maior chance de desenvolver excesso de peso em relação aos estudantes da escola pública, mas ao longo do tempo a diferença se reduziu. Entre 2009 e 2015, o índice de adolescentes com excesso de peso na rede privada, que era 28,7%, permaneceu inalterável, mas a taxa entre os da rede pública aumentou de 19% para 23,1%.

Dupla carga

No estudo, os pesquisadores identificaram que a dupla carga de má nutrição, uma característica de desnutrição e obesidade, simultâneas, atinge menos de 1% dos estudantes.

Apesar disso, nem sempre uma melhoria nas condições socioeconômicas vem acompanhada de maior qualidade nutricional.

“O indivíduo que tem dupla carga é aquele adolescente que apresenta baixa estatura, um sinônimo de desnutrição crônica e excesso de peso. A dupla carga pode se manifestar de três formas. Tanto em nível individual, que é o caso do nosso estudo, sendo os dois desfechos no mesmo indivíduo. Pode ser também em nível familiar, por exemplo, uma mãe com excesso de peso e um filho com desnutrição, ou em nível comunitário, onde em um mesmo local temos taxas altas tanto de desnutrição quanto de obesidade. No nosso estudo foi bem específico, com adolescente de baixa estatura e excesso de peso”, disse a pesquisadora da UFBA, Júlia Uzêda, em entrevista à Agência Brasil.

Em 2009, na análise separada, o grupo que apresentou os dois desfechos de saúde, independentemente de sexo, e diferenciando entre estudantes de escola pública e privada, a simultaneidade aparece em 29 estudantes do ensino particular (0,2%) contra 185 do público (0,4%).

Isso significa que a dupla carga é maior entre estudantes da rede pública. Em 2015, a taxa de dupla carga entre os estudantes de escola privada atingiu 0,3% e nos da rede pública permaneceu em 0,4%. As meninas, com 0,4%, ainda são maioria, enquanto entre os meninos ficou em 0,3%.

Fatores

De acordo com o pesquisador do Cidacs Natanael Silva, embora o estudo não tenha se baseado em classes sociais, há variáveis analisadas que indicaram um crescimento de obesidade, atingindo cada vez mais a população menos favorecida socioeconomicamente.

Segundo ele, os alimentos processados podem ser um dos fatores da obesidade, por serem também de preços mais baixos.

“Os alimentos processados acabam sendo mais baratos do que qualquer alimento natural e por terem maior aporte calórico, muitas vezes serem vendidos em grandes quantidades, mais baratos e atrativos, chamam bastante a atenção do público mais vulnerável”, disse.

Além disso, foram selecionadas informações socioeconômicas de adolescentes, como escolaridade da mãe, raça, sexo e tipo de unidade escolar.

Os filhos de mulheres que completaram a educação primária revelaram melhores índices de nutrição, apresentando a metade da taxa de dupla carga do que os estudantes cujas mães não finalizaram essa etapa.

Júlia Uzêda informou que há estudos comprovando que a desnutrição em período intrauterino provoca mecanismos no corpo que aparecem futuramente na vida da criança, por causa de problemas na absorção de gordura, que resultam na obesidade.

“O adolescente é um público vulnerável por todas as mudanças físicas, então, quando o indivíduo tem dupla carga, ele passa a ter riscos tanto de desnutrição quanto de obesidade, por isso o nome de dupla carga”, observou.

Políticas Públicas

Os pesquisadores defenderam que o estudo serve para ajudar na elaboração de políticas públicas.

Para Júlia Uzêda, existem fatores que não foram analisados no estudo, como o consumo alimentar e, principalmente, a qualidade dos alimentos ingeridos, mas as informações encontradas já podem servir para a adoção de medidas com o foco na qualidade da nutrição.

“Muitas vezes as políticas públicas são destinadas isoladamente à obesidade ou à desnutrição e acabam tratando um e esquecendo outro. A transição nutricional tem o perfil que é a diminuição da desnutrição, mas não deixa de existir, enquanto a obesidade e o excesso de peso aumentam. Isso muda o foco das políticas públicas”, disse a pesquisadora.

Da Agência Brasil

Secretaria de Saúde controla surto de malária em Joca Marques

Publicada em 14 de junho de 2019 - 8:05

Imprimir
Secretaria de Saúde controla surto de malária em Joca Marques

Última atualização: 14 , junho 2019 - 08:05

A Secretaria de Estado da Saúde controlou os casos de malária que foram notificados na cidade de Joca Marques, região Norte do Piauí. Dos 40 casos suspeitos, apenas seis foram confirmados.

“No momento em que fomos alertados sobre esses casos de malária, determinamos o envio de uma força-tarefa para o município a fim de orientar a população e tratar aqueles que pudessem ter se contaminado”, lembra o secretário de Estado da Saúde, Florentino Neto.

Além da equipe multiprofissional, a Sesapi também disponibilizou o carro fumacê. “Numa segunda etapa, vamos trabalhar com uma dedetização intradomiciliar e, com isso, vamos imunizar a região”, antecipa o superintendente de Assistência a Saúde da Sesapi, Alderico Tavares. Ele acrescenta que um dos casos foi diagnosticado em um trabalhador que havia viajado para o estado do Pará. “Sabemos que em algumas localidades daquela região há uma endemia dessa doença. Essa pessoa viajou para lá a trabalho”, descreve Tavares.

Desde a intervenção da Secretaria de Estado da Saúde, que começou há uma semana, a cidade de Joca Marques não apresentou mais nenhum caso de malária. “Registramos 40 casos suspeitos e desses apenas seis foram confirmados. Podemos confirmar que está contido o surto na região”, disse o superintende.

Malária

A malária é causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do Anopheles. Por isso, a principal forma de transmissão é a picada do mosquito. É importante dizer que a doença não é contagiosa e uma pessoa doente não é capaz de transmitir a malária diretamente para outra.

Quem apresentar os sintomas – que são febre alta, dor de cabeça,  tremedeira e calafrios – devem procurar uma unidade de saúde. A malária tem tratamento gratuito ofertado em toda rede de saúde. Em caso de confirmação, o paciente deve seguir de forma correta o uso do medicamento para que não piore da doença.

 

Da Redação

Anvisa fará consultas públicas sobre regulamentar a Cannabis medicinal

Publicada em 12 de junho de 2019 - 7:44

Imprimir
Anvisa fará consultas públicas sobre regulamentar a Cannabis medicinal

Última atualização: 12 , junho 2019 - 07:44

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou hoje (11) a realização de duas consultas públicas relacionadas à regulamentação do cultivo controlado de Cannabis sativa para uso medicinal e científico e o registro de medicamentos produzidos com princípios ativos da planta.

Uma das consultas vai tratar dos requisitos técnicos e administrativos para o cultivo da planta por empresas farmacêuticas, única e exclusivamente para fins medicinais e científicos. A outra abordará os procedimentos para o registro e monitoramento de medicamentos produzidos à base de Cannabis, seus derivados e análogos sintéticos.

As consultas serão abertas a contribuições de empresas, universidades, órgãos de governo e de defesa do consumidor, além de profissionais de saúde e da população em geral.

De acordo com a Anvisa, o objetivo da iniciativa é abrir espaço para que toda a sociedade opine sobre as normas brasileiras, para que a futura regulação “seja clara, transparente e feita com ampla participação social”, diz em nota.

Novas regras

O atual processo regulatório para estabelecer os requisitos técnicos para o plantio controlado e monitorado de Cannabis teve início em 2017, quando foi criado um grupo técnico para discutir o assunto. O tema, segundo a Anvisa, é uma das prioridades da agência.

As regras preveem o monitoramento e a rastreabilidade dos medicamentos, desde o produtor, passando pelo transportador e drogarias, até o paciente. “A regulação será rigorosa quanto à cadeia de produção, distribuição e consumo dos medicamentos produzidos”, diz a Anvisa.

As normas serão aplicáveis apenas a medicamentos cuja indicação terapêutica seja restrita a pacientes com doenças debilitantes graves ou que ameacem a vida e sem alternativa terapêutica.

Histórico

A importação de medicamentos à base de canabidiol e outros canabinóides para uso pessoal é permitida pela Anvisa desde 2015. A regulação vigente define os critérios e os procedimentos para a importação, em caráter de excepcionalidade, de produtos à base de canabidiol em associação com outros canabinóides, por pessoa física, para uso próprio, mediante prescrição de profissional legalmente habilitado, para tratamento de saúde.

Em 2017, a Anvisa também concedeu o registro ao medicamento específico Mevatyl, primeiro registrado no país à base de Cannabis sativa.

Da Redação

Esportes e terapias no Sesc Piauí: terceira idade com mais saúde

Publicada em 10 de junho de 2019 - 7:53

Imprimir
Esportes e terapias no Sesc Piauí: terceira idade com mais saúde

Última atualização: 10 , junho 2019 - 07:53

Idosa, com fortes dores nas costas, joelho e tornozelo, a funcionária pública Francisca Borges entende muito bem a importância da atividade física e terapias de cognição para o corpo humano. Ela descobriu no Serviço Social do Comércio no Piauí (Sesc Piauí) a diferença que essas atividades fazem na vida de uma pessoa da terceira idade. “Eu tinha pavor de agulhas, mas vi a oferta da acupuntura e decidi experimentar, pois sentia muita dor. Me surpreendi com a excelência do resultado e estou adorando, indico a qualquer pessoa”, enfatiza ela sobre a nova modalidade da Instituição.

A Acupuntura e Ventosa é ofertada desde fevereiro pelo Sesc Piauí e trata-se de uma técnica chinesa utilizada para estimular o organismo a melhorar a função natural do corpo com a aplicação de agulhas em pontos específicos. O tratamento é indicado para pessoas a partir dos 8 anos de idade com problemas de depressão, ansiedade, insônia ou dores.

Embora atividades físicas e terapias como essa sejam importantes na terceira idade, a supervisora do desenvolvimento físico esportivo do Sesc Piauí, Lara Duquesa, enfatiza que quanto mais cedo as pessoas praticam modalidades esportivas, melhor. Segundo ela, existe um número muito grande de pessoas sedentárias que envelhecem com a saúde muito comprometida.

Considerando isso, a Instituição também conta com outras atividades físicas compostas por equipes especializadas. Entre elas, aula de yoga, ginástica e circuito funcional para adultos; basquete, futsal e APLES (Atividades Psicomotoras, Lúdicas e Esportivas) para crianças de 7 a 11 anos; judô, esgrima, karatê, kung fu e Tai chi chuan para crianças e adultos.

Quero participar, o que fazer?

Para participar das modalidades, a pessoa deve tirar a carteira do Sesc, levar RG, CPF, comprovante de residência e efetuar o pagamento da taxa da modalidade. Em seguida, escolher o horário e atividade desejada, com um atestado médico comprovando a aptidão para realizar o exercício. Os esportes e terapias são ofertados aos comerciários e à sociedade de modo geral com horários diferentes durante a semana.

As sessões acontecem durante toda a semana, sendo na segunda-feira das 16h às 20h; nos dias de terça e quinta-feira das 8h30 às 11h30 e na sexta-feira das 17h às 19h30. Mais informações podem ser obtidas através do telefone 3230-9950.

Da Redação

Brasil teve queda significativa no número de fumantes, diz secretária

Publicada em 31 de maio de 2019 - 8:33

Imprimir
Brasil teve queda significativa no número de fumantes, diz secretária

Última atualização: 10 , junho 2019 - 07:47

A Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, da Organização Mundial da Saúde (OMS), da qual o Brasil é signatário, contribuiu para acelerar a redução do número de fumantes, que já vinha ocorrendo no país em anos anteriores. A afirmação é da secretária executiva da Comissão Nacional para a implementação da Convenção, a médica Tânia Cavalcante, do Instituto Nacional do Câncer, no Dia Mundial sem Tabaco, comemorado hoje (31). A convenção é o primeiro tratado internacional de saúde pública com o objetivo conter a epidemia global do tabagismo

De acordo com a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), em 2017 a prevalência de fumantes era 10,1%, enquanto em 2006 atingiu 15,7%.

“O Brasil é um dos países que teve queda mais significativa na prevalência de fumantes. O último dado Vigitel de 2017 – ainda não foi lançado o de 2018 – mostra que a proporção de fumantes no Brasil era de 10% na população acima de 18 anos, o que é equivalente a 15 milhões ou 16 milhões de pessoas”, afirmou Tânia, em entrevista à Agência Brasil, acrescentando que esse não é um número desprezível porque tem impacto grande no sistema de saúde.

A convenção é um conjunto de leis, entre elas a de aumento de preços de impostos, a de restrição de vendas de cigarros a menores, de proibição de propaganda de cigarros e medidas educativas, como as campanhas de advertência sanitária nas embalagens do produto. O tratado foi ratificado pelo Congresso Nacional e promulgado pela Presidência da República em 2005.

“Entre 1989, quando tivemos o primeiro estudo, até 2008, que é pouco depois que o Brasil ratifica a convenção promulgada em 2005, a queda na prevalência de fumantes foi de 46%. No intervalo entre 2008 e 2013, esse índice foi de 20%. Em cinco anos, tivemos uma queda que foi quase a metade do que se alcançou nos 20 anos anteriores, quando a gente não tinha a convenção, mas algumas ações que já vinham colaborando para reduzir o tabagismo”, disse a médica.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 80% dos tabagistas começam a fumar antes dos 18 anos. Para Tânia, a iniciação de fumantes também sofreu impacto com a redução do tabagismo no Brasil. Em 2009, 24% das crianças e adolescentes experimentavam cigarros, enquanto em 2015 eram 19%. “Ainda é um número alto, embora seja muito mais baixo que em outros países”, acrescentou.

A coordenadora disse ainda que a decisão do governo de aumentar os impostos sobre o cigarro influenciou o consumo da população de renda mais baixa e das faixas mais jovens. “Aqui no Brasil se comprova o que as pesquisas do Banco Mundial já mostravam, que essa é uma das medidas mais efetivas para reduzir o tabagismo, especialmente entre os jovens, na prevenção da iniciação e nas populações com menor renda e escolaridade. A convenção agrega valores ao que já vinha sendo feito no Brasil desde meados da década de 90”, observou.

Segundo a secretária, a Comissão Nacional para a implementação da Convenção tem integrantes de vários órgãos de 18 setores do governo, incluindo a Advocacia-Geral da União (AGU), que no último dia 21 entrou com uma ação na Justiça do Rio Grande do Sul pedindo o ressarcimento, pelas empresas produtoras de fumo, dos gastos públicos no tratamento de doenças causadas pelo tabagismo. A ação é decorrente do cumprimento do Artigo 19 da convenção, que trata da responsabilização civil pelos danos. A Receita Federal também tem acento na convenção para tratar das questões tributárias.

A médica lembrou que o Brasil também ratificou o protocolo relacionado ao Artigo 15 do tratado, que se refere à eliminação do mercado ilegal de cigarros.

“Esse protocolo já tem a adesão de mais de 50 países, e a cooperação internacional é o eixo mais importante, porque hoje o que está por trás do comércio ilegal é o crime organizado, a corrupção e a lavagem de dinheiro. Então, é preciso que haja cooperação dos órgãos que têm o poder no tema, que passa a ser de segurança pública, mas também de saúde pública. O cigarro contrabandeado é tema de saúde pública porque facilita a iniciação do tabagismo de crianças e adolescentes, pois é muito mais barato”.

De acordo com a pesquisa colaborativa, coordenada pelo Departamento de Avaliação de Tecnologias em Saúde e Economia da Saúde do Instituto de Educação e Ciências em Saúde (Iecs), 428 pessoas morrem por dia no Brasil em decorrência do tabagismo. Cerca de 12,6% de todas as mortes que ocorrem no país podem ser atribuídas ao consumo de cigarros. As mortes por doenças cardíacas respondem pela maior parte delas: 34,99 mil. Os dados são de 2015 e se referem a pessoas com mais de 35 anos.

Doenças

Entre as pessoas que adoecem por causas atribuídas ao tabagismo, as cardíacas atingem 477,47 mil. A pulmonar obstrutiva crônica vem em segundo lugar, com 378,59 mil casos, seguida de 121,15 mil com pneumonia, 59, 50 mil de acidente vascular cerebral, além de 73,5 mil diagnosticadas com câncer provocado pelo tabagismo. Desse total, 26,85 mil com câncer de pulmão.

Custos

A pesquisa mostrou ainda que as despesas médicas e a perda de produtividade atribuídas ao tabagismo alcançam R$ 56,9 bilhões, sendo R$ 39,4 bilhões de custos médicos diretos, o equivalente a 8% de todo o gasto com saúde e a R$ 17,5 bilhões em custos indiretos, em razão da morte prematura e da incapacidade.

Da Agência Brasil

Campanha termina e vacina de gripe é disponibilizada para toda população

Publicada em - 8:19

Imprimir
Campanha termina e vacina de gripe é disponibilizada para toda população

Última atualização: 10 , junho 2019 - 07:47

Por determinação do Ministério da Saúde, a partir de segunda-feira (03), as doses restantes da Campanha de Vacinação contra a gripe estarão disponíveis para toda a população. O anúncio foi feito no início da noite de ontem (29), pelo ministro Luiz Henrique Mandetta.

A campanha se encerra oficialmente nesta sexta-feira (31). Em Teresina, 180.596 pessoas foram vacinadas, o que corresponde a 75,01% da meta de 223 mil pessoas. Entre a população prioritária, os idosos registraram a maior cobertura vacinal, com 95,68% de cobertura. Outros grupos prioritários vacinados foram o das gestantes com 72,06%, trabalhadores da saúde (78,25%), crianças (68,40%), puérperas (67,43%), entre outros.

A partir da segunda-feira, as 104 salas de vacina mantidas pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) estão autorizadas a vacinar qualquer pessoa que tenha interesse em se imunizar contra a doença. “A vacina é segura, feita com fragmentos do vírus morto e a possibilidade de efeitos adversos é mínima”, garante a diretora de Vigilância em Saúde da FMS, Amariles Borba. A vacina protege contra três cepas do vírus, os da influenza A H1N1, Influenza A H3N2 e Influenza B.

A Influenza é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório. A transmissão ocorre por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos, que após contato com superfícies recém-contaminadas por secreções respiratórias pode levar o agente infeccioso direto a boca, olhos ou nariz.

Além da vacina, a prevenção deve ser feita com cuidados básicos de higiene. “Devemos sempre lavar as mãos da ponta do dedo até o cotovelo com água e sabão, lavar os filtros de ar condicionado mais de uma vez por semana e arejar os ambientes, pois a circulação de ar diminui as chances de contaminação”, aconselha Amariles Borba. “O tratamento deve ser repouso, boa alimentação e hidratação intensa”, completa a diretora.

Da Redação

Dia do Desafio estimula hábitos saudáveis em mais de 3 mil cidades

Publicada em 29 de maio de 2019 - 7:52

Imprimir
Dia do Desafio estimula hábitos saudáveis em mais de 3 mil cidades

Última atualização: 10 , junho 2019 - 07:47

Mais de 3 mil cidades do continente americano participam hoje (29) do Dia do Desafio, uma campanha de incentivo à prática de atividade física e esporte. Esta é a 25ª edição do evento criado no Canadá. No Brasil, as atividades são encabeçadas pelo Serviço Social do Comércio (Sesc), de São Paulo.

A proposta é estimular a adoção de hábitos mais saudáveis por meio de competição entre cidades de diversas partes do planeta. O município que conseguir mobilizar o maior número de participantes em relação a sua população vence o desafio.

“Nesta data, forma-se uma rede de pessoas que abraçam o desafio de oferecer oportunidades de tornar a vida de todos mais ativa. Cria-se um cenário que favorece a motivação para a adoção de hábitos saudáveis na rotina, essenciais na promoção do bem-estar social e a melhora da qualidade de vida da população”, disse, em nota, o diretor do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda.

As duplas de cidades, de tamanho equivalente, foram definidas por sorteio na edição do ano passado. Neste ano, elas continuam disputando entre si tentando aumentar o número de praticantes de atividades físicas e esportes.

A competição entre essas cidades é trienal e segue até 2020. As cidades também são classificadas no ranking Cidade + Cidade, que contabiliza a soma dos resultados dos dois municípios desafiantes, o qual é atualizado a cada ano.

São Paulo

Este ano, a capital paulista está concorrendo com a cidade de Caracas, capital da Venezuela. Nesta quarta-feira (28), haverá atividades em todas as unidades do Sesc, além de espaços públicos, como o Terminal Rodoviário do Tietê, o Parque da Juventude, a estação de Metrô Paulista da Linha 4 – Amarela e o Parque da Luz. As atividades são gratuitas e incluem aulas abertas, vivências, jogos e inúmeras práticas.

Personalidades do mundo do esporte também participam da programação. Entre elas, Daniele Hypólito, Arthur Zanetti, Flávio Canto, Claudinei Quirino, Marta Sobral, Poliana Okimoto, André Domingos, Alan Fonteles, Solange Frazão, Fernando Scherer (o Xuxa), Diogo Silva, Hugo Hoyama, Karine Duarte e Diogo Sclebin.

A programação completa pode ser conferida no site do Sesc São Paulo.

Da Agência Brasil

Samu atende 12 vítimas de acidentes de trânsito por dia em Teresina

Publicada em - 7:49

Imprimir
Samu atende 12 vítimas de acidentes de trânsito por dia em Teresina

Última atualização: 10 , junho 2019 - 07:47

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atendeu 1.454 pessoas vítimas de acidentes de trânsito nas zonas urbana e rural de Teresina, o que representa a média de 12 vítimas atendidas por dia. O dado é referente ao primeiro quadrimestre de 2019 e foi divulgado recentemente em alusão à campanha “Maio Amarelo”, que busca chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo.

Segundo Justivan Leal, diretor clínico do HUT, os problemas de saúde decorrentes de acidentes de trânsito dependem do tipo de acidente, e os custos para atendimento dessas pessoas no SUS podem ser altos. “Geralmente, elas ficam internadas por tempo prolongado ou mesmo em UTI. Quando tem alta, alguns ainda precisam de cuidados disponíveis na rede de saúde e aqueles que ficam sequelados podem precisar de assistência continua e especializada do SUS”, explicou.

Francina Amorim, diretora geral do SAMU, alerta que uma das medidas para reduzir os acidentes é a conscientização das pessoas quanto ao cumprimento da legislação. “O uso de equipamentos de proteção, por exemplo, pode evitar danos irreversíveis ou mesmo o óbito. É preciso utilizá-los sempre, mesmo que os condutores façam pequenos trajetos no trânsito”, informou. Ela explica ainda que, caso ocorra acidente de trânsito, deve-se manter a calma e acionar o Serviço.

De acordo com Laurimary Caminha, coordenadora do Núcleo de Educação em Urgência do SAMU, o projeto Samuzinho, que capacita crianças sobre primeiros socorros, tem contribuído para a prevenção de acidentes. “Os socorristas mirins participam de blitz educativas e de palestras na cidade. Eles explicam sobre diversos temas, inclusive, sobre a tríade mortal: os perigos da alta velocidade, uso do celular ao volante e de bebida alcoólica”, destacou.

O SAMU é um programa do Governo Federal, administrado pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) e que presta atendimento em casos de urgência clínica, traumática, obstétrica e psiquiátrica. Atualmente, são 11 ambulâncias que ficam estrategicamente distribuídas na cidade, sendo oito de suporte básico e três de suporte avançado, além de quatro motolâncias, que são motos pilotadas por técnicos de enfermagem.

O que fazer em caso de acidente de trânsito com vítimas

Ligar para o SAMU 192 e fornecer informações como: endereço, quantidade de vítimas, idade aproximada, o que realmente aconteceu, bem como descrever o estado da vítima visualizado pelo solicitante, além de obedecer às recomendações do médico regulador do SAMU.
Se tiver pessoas presas às ferragens, acionar também o Corpo de Bombeiros 193;
Se possível, sinalizar a área do acidente para evitar novos acidentes;
É preferível não movimentar a vítima para não piorar as lesões já existentes;
Não retirar o capacete do motociclista, exceto se por determinação do médico regulador do 192 do SAMU.

Da Redação

Campanha de vacinação contra a gripe termina nesta sexta-feira (31)

Publicada em - 7:47

Imprimir
Campanha de vacinação contra a gripe termina nesta sexta-feira (31)

Última atualização: 10 , junho 2019 - 07:47

A campanha nacional de vacinação contra a gripe termina nesta sexta-feira, dia 31 de maio. Em Teresina, até o momento, 72,60% do público alvo foi vacinado, o que equivale a 176.956 doses aplicadas.

O grupo dos idosos foi o que mais procurou a imunização, atingindo (até o momento) 92,49%, seguido dos trabalhadores em saúde com 76,34% e as gestantes com 70,18%. No grupo das puérperas, apenas 65,74% foram vacinadas contra 64,24% dos professores – ensino básico e superior. No grupo das crianças, 66,34% foram imunizadas.

A meta é vacinar 223 mil pessoas entre crianças, idosos, gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde, pessoas privadas de liberdade, professores e pessoas com doenças crônicas, além dos funcionários do sistema prisional, presos e policiais civis, militares, bombeiros e membros ativos das Forças Armadas. É importante que pessoas desses grupos tomem a vacina todos os anos, pois o vírus está sempre em mutação. Ela é segura, feita com fragmentos do vírus morto e a possibilidade de efeitos adversos é mínima”, garante a diretora de Vigilância em Saúde da Fundação Municipal de Saúde, Amariles Borba.

A Influenza é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório. A transmissão ocorre por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos, que após contato com superfícies recém-contaminadas por secreções respiratórias pode levar o agente infeccioso direto a boca, olhos ou nariz.

Além da vacina, a prevenção deve ser feita com cuidados básicos de higiene. “Devemos sempre lavar as mãos da ponta do dedo até o cotovelo com água e sabão, lavar os filtros de ar condicionado mais de uma vez por semana e arejar os ambientes, pois a circulação de ar diminui as chances de contaminação”, aconselha Amariles Borba. “O tratamento deve ser repouso, boa alimentação e hidratação intensa”, completa a diretora.

Da Redação