Humanismo Caboclo

Projeto extensionista da Uespi lança documentários com jovens do campo

Iniciativa tem como objetivo potencializar e animar a atuação transformadora de jovens com suas comunidades

Publicada em 7 de agosto de 2018 - 12:57

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Projeto extensionista da Uespi lança documentários com jovens do campo

Última atualização: 7 , agosto 2018 - 12:57

As comunidades de Bom Jardim, localizada na cidade de Sigefredo Pacheco, e Vitória, no município de Pedro II, no Piauí, receberam neste domingo (05) e segunda-feira (06), o lançamento de dois documentários produzidos pelo projeto “O Campo é Nosso presente”, desenvolvido pelo programa de extensão Humanismo Caboclo da Universidade Estadual do Piauí (Uespi).

A iniciativa tem como objetivo potencializar e animar a atuação transformadora de jovens com suas comunidades, junto ao Humanismo Caboclo, que agrega trabalhos sociais e políticos desses jovens.

Na comunidade Vitória, a igreja de Nossa Senhora das Graças se fez tela para exibir o documentário “Vitória: juventude de fé e luta”, narrativa audiovisual que conta, segundo perspectiva dos jovens do povoado, a história do grupo “Jovens Guerreiros com Cristo (JGC)”, um relato dos desafios, lutas e vitórias de uma juventude protagonista.

Foto: Joaquim Cantanhêde

Já os estudantes da Unidade Escolar Antônio Camelo Barbosa, em Sigefredo Pacheco, assistiram o documentário “Diálogos Juvenis: os desafios de ser jovem do campo”, que narra o trabalho do grupo “Jovens Preocupados com o Mundo (JPM)”. A produção traz perspectivas sobre a realidade da comunidade e destaca o protagonismo juvenil com um dos caminhos para uma transformação, que contemple a diversidade que o campo abriga.

“Parece que foi ontem a primeira conversa, o início de tantas idas e vindas, movidos por um objetivo: contar sobre esse campo que é nosso presente. Cada etapa foi uma soma, uma lição, detalhes que aprendemos. Foram muitos os retornos, mas esse foi certamente o mais especial”, afirma Joaquim Cantanhêde, estudante de Comunicação Social da Uespi e integrante do Humanismo Caboclo.

AÇÕES

De acordo com o professor e coordenador do projeto, Luciano Melo, a iniciativa deu-se a partir da execução das oficinas “Comunicação Popular” e “Sociologia e Juventudes”, com os jovens do campo em prol de melhorias e atuações efetivas em suas comunidades.

“Elas foram desenvolvidas na Escola Família Santa Ângela (EFASA), no município de Pedro II, com jovens estudantes moradores do campo. O intuito era mostrar que a juventude não é um futuro distante: é um presente dinâmico e fruto das ações de jovens reais”, disse.

Além da exibição dos documentários nos respectivos povoados, a oficina “Juventude do Campo – desafios para sermos mais” também possibilitou um maior diálogo sobre o campo segundo a juventude a partir de suas vivências, onde propuseram ações que pretendem desenvolver.

O projeto “O Campo é Nosso Presente”, é realizado em parceria com a Uespi e EFASA. Para o próximo semestre estão previstas novas produções em outras comunidades.

CONFIRA AS PRODUÇÕES:

 

 

Redação Piauí Agora

Humanismo Caboclo

Projeto de extensão da Uespi dialoga sobre o papel da Comunicação Comunitária

O segundo módulo do projeto foi de troca de saberes, tendo como eixo de discussão a Comunicação Comunitária.

Publicada em 12 de junho de 2018 - 9:52

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Projeto de extensão da Uespi dialoga sobre o papel da Comunicação Comunitária

Fonte: Redação Piauí Agora

Última atualização: 12 , junho 2018 - 09:52

“Nós não olhamos para dentro da nossa comunidade, acabamos não observando o que podemos desenvolver aqui”, é o que destaca Amanda Santos, moradora do povoado Palmeira dos Soares, zona Rural do município de Pedro II (PI). No local acontece o curso de extensão em Comunicação Comunitária, uma das frentes trabalhadas em 2018 pelo projeto Humanismo Caboclo, programa de extensão da Universidade Estadual do Piauí (Uespi).

O segundo módulo, ocorrido sábado, 09 de junho, foi de troca de saberes, tendo como eixo de discussão à Comunicação Comunitária. A jornalista Ohana Luize expôs, por meio de dados, imagens e notícias, um retrato da disparidade social brasileira tendo o campo como espaço de contextualização. A partir disso, os educandos dialogaram sobre o papel da comunicação enquanto construção comunitária como ferramenta de emancipação, reflexão e ação. Puderam ver, através de exemplos trazidos pela estudante do curso de Jornalismo, Joelma Abreu, como esse contexto comunicacional tem feito a diferença na vida de tantas comunidades, sendo elemento singular capaz de agregar diversidade.

Na parte prática das atividades os alunos foram desfiados a colocar ideias no papel, a fim de que sejam executadas. “Os projetos partem de necessidades que os participante identificam na comunidade. Divididos em grupos, surgem ideias de intervenção que envolvem a análise da realidade e propostas de ações amparadas naquilo que vamos discutindo em cada novo módulo”, destaca Ohana Luize.

Foto: Joaquim Cantanhêde

Até o final do ano serão ofertados mais cinco módulos. Os diálogos e ações promovidas pelo curso junto com a comunidade buscam aprimorar as técnicas de comunicação local, sendo fruto da soma que cada ator pode exercer dentro dela.