Orientação

Psicóloga orienta como identificar se a criança está sofrendo abuso sexual

Saiba quais os cuidados que os pais devem ter com os filhos e os indicativos que as crianças dão de que podem estar sendo vítimas desse tipo de violência.

Publicada em 17 de julho de 2018 - 17:23

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Psicóloga orienta como identificar se a criança está sofrendo abuso sexual

Última atualização: 17 , julho 2018 - 17:23

Infelizmente, casos de violência e abuso sexual contra crianças e adolescentes são mais comuns do que se imagina. Pensando nisso, a psicóloga Anna Lívia Soares alerta os pais para os cuidados que devem ter com os filhos e os indicativos que eles dão de que podem estar sendo vítimas desse tipo de violência.

“A possível mudança no padrão de comportamento das crianças é um fator facilmente perceptível, pois costuma ocorrer de maneira repentina e brusca, se a criança nunca agiu de determinada forma e, de repente, passa a agir, se começa a apresentar medos que não tinha antes, ou então mudanças extremas no humor, a criança era extrovertida e passa a ser muito introvertida, era calma e passa a ser agressiva, essa mudança também pode se apresentar com relação a uma pessoa específica, o possível abusador, ou a uma determinada atividade em particular”, indica.

A profissional  revela que em muitos casos, a criança pode demonstrar rejeição em relação ao abusador, neste caso, é preciso usar o bom senso para identificar quando uma proximidade excessiva também pode ser um sinal.

“A regressão também pode ser um sinal, que é o recorrer a comportamentos infantis, que a criança já tinha abandonado, mas volta a apresentar de repente, como fazer xixi na cama ou voltar a chupar chupeta, ou ainda começar a chorar sem motivo aparente. Começam a ter segredos, para manter o silêncio da vítima, o abusador pode fazer ameaças de violência física e promover chantagens para não expor fotos ou segredos compartilhados pela vítima”, explica.

Diante desse quadro grave, Anna Lívia Soares aponta que também é comum que usem presentes, dinheiro ou outro tipo de benefício material para construir a relação com a vítima. A profissional sintetiza que a criança ainda pode vir a apresentar uma sexualidade bem evidente, ou seja, quando uma criança que nunca falou de sexualidade começa a fazer desenhos em que aparecem genitais ou começa a fazer brincadeiras de cunho sexual.

“Há também os sinais mais óbvios de violência sexual, casos que deixam marcas físicas, é interessante ficar atento também a possíveis lesões que possam aparecer, roxos ou dores e inchaços nas regiões genitais. A negligência familiar também coloca a criança em uma situação de maior vulnerabilidade, por exemplo, uma criança que passa horas sem supervisão ou que não tem o apoio emocional da família, com o diálogo aberto com os pais e também a negligência no sentido de muitas vezes o abuso sexual vir acompanhado de outros tipos de maus tratos que a vítima sofre em casa”, frisa.

Na luta para prevenir essa violência, a psicóloga orienta que o diálogo sempre é o mais importante para criar essa relação de confiabilidade entre a criança e sua família, orientar a criança a não permitir que pessoas a toquem, toquem nos seus órgãos genitais e fugir de abordagens suspeitas (nos casos de adolescentes).

“Importante também que, quando a criança tentar falar alguma coisa, que ela se sinta ouvida e acolhida. Que nunca o adulto questione aquilo que ela está contando, ou que tente responsabilizá-la por algo ocorrido”, complementa.

Fonte: Redação Piauí Agora

tecnologia x educação

Estudante piauiense lança canal sobre resumos em História

Jovem lançou canal o último final de semana para ajudar estudantes de escolas públicas

Publicada em 18 de junho de 2018 - 10:10

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Estudante piauiense lança canal sobre resumos em História

Fonte: Daniely Viana

Última atualização: 20 , junho 2018 - 09:36

O ensino em história de modo leve e divertido, é com esses objetivos que o estudante piauiense Claudean Araújo, 25 anos, montou seu canal no YouTube. Intitulado “Senta que lá vem História”, o jovem lançou a plataforma no último final de semana e já chama atenção dos seguidores.

Cursando o último período do curso de História em uma faculdade particular na capital, o estudante conta como teve a ideia de lançar um canal segmentado, ainda no primeiro semestre de 2018. Ele estava lecionando (como estagiário) em turmas de terceiro ano do ensino público da cidade.

“A maior parte desses alunos estava se preparando para o Enem e eles sempre comentavam que gostavam da minha aula. Assim eu pensei em ajudar esses estudantes que não têm condições de pagar um curso particular e, também, para engajar meu trabalho”, explica.

O primeiro vídeo do canal fala sobre Revolução Industrial. Em pouco mais de nove minutos, Claudean tenta esclarecer mitos e verdades sobre uma das fases mais importantes da história mundial.

“Olhei as provas anteriores do Enem e vi que esse é um assunto muito presente dentro do conteúdo de História Geral. Então, é uma temática pertinente para o canal, pois possivelmente pode cair na prova deste ano”, pontua.

Para o futuro ele pretende se dedicar mais ao canal e também vê a plataforma como outras oportunidades. “Eu pretendo, assim que me formar, expandir e publicar mais vídeos. Também penso dentro de sala de aula, até porque o Youtube pode ser uma porta para o mercado de trabalho”, finaliza.

COMO PROCURAR PELO CANAL

Para acessar, basta clicar neste LINK, ou digitar na busca do YouTube “Senta que lá vem história”.

Para a próxima aula, o estudante prepara conteúdo sobre História do Brasil.

14ª edição

Mais de 203 mil alunos da rede estadual fazem prova da OBMEP

A OBMEP é destinada a estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio

Publicada em 5 de junho de 2018 - 9:26

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Mais de 203 mil alunos da rede estadual fazem prova da OBMEP

Fonte: Redação Piauí Agora

Última atualização: 5 , junho 2018 - 09:26

Acontece nesta terça-feira (05/06), a primeira fase da 14ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Somente no Piauí, 203.637 alunos na rede pública participam de uma das maiores competições de matemática do Brasil.

A OBMEP é destinada a estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, e tem como objetivo estimular o estudo da matemática, além de revelar talentos.

Dessa forma, os preparativos nas escolas públicas de Teresina foram finalizados na véspera da prova, como Centro de Ensino de Tempo Integral Pinheiro Machado, localizado no bairro Dirceu, em Teresina.

De acordo com a diretora, Rejane Coelho, a escola realizou nesta segunda-feira (04/06) uma revisão com aplicação de testes e desafios, bem como oficina de material concreto.

Os alunos vencedores recebem medalhas de ouro, prata e bronze. Professores, escolas e secretarias municipais de educação também concorrem a prêmios, de acordo com o desempenho dos alunos.

fique atento

Educação dos filhos: a importância de impor limites

O estabelecimento de limites e regras claras é importante

Publicada em 23 de maio de 2018 - 12:27

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Educação dos filhos: a importância de impor limites

Fonte: Sileli Santiago

Última atualização: 23 , maio 2018 - 12:29

Para criar uma criança segura e feliz é importante estabelecer regras e definir limites para ela. Quando os pais lidam com o limite com tranquilidade e segurança, constroem para seus filhos um ambiente funcional e que permite a eles entender que o mundo não é uma fonte de prazer inesgotável. O estabelecimento de limites e regras claras é importante para que as crianças aprendam a lidar com as frustrações presentes na adolescência e na fase adulta. Uma criança que entende que não pode tudo cresce mais independente e emocionalmente mais madura.
 
Na hora de impor um limite para o seu filho, lembre-se de que dizer o que quer que a criança faça, de forma clara e oferecendo opções, é o melhor caminho para ajudá-la a entender o comando. Evite dizer apenas “não”. O ‘não’ cria uma imagem mental que estimula a criança a fazer exatamente o que se pede para que ela não faça. Quando você diz ‘não ponha o dedo na tomada’, o que fica na cabecinha da criança é ‘tomada’. O ideal é dar um comando no afirmativo: “filho, venha para perto da mamãe”.
Crianças são diferentes de adultos e ainda não são capazes de lidar com seus impulsos, por isso, precisam ser constantemente lembradas do que pode e do que não pode e das consequências de seus atos. Um erro recorrente dos pais é implorar aos seus filhos para que estes respeitem os limites estabelecidos na família ou cumpram com suas obrigações. Também não precisa dar extensas explicações. As crianças não mantem a atenção durante um discurso longo. E lembre-se que elas ainda obedecem ao princípio do prazer e não estão preparadas para avaliar as necessidades impostas pela realidade. Seja diretivo, as crianças precisam entender que existe uma diferença hierárquica entre pais e filhos e que os pais fazem determinadas exigências para o bem delas.
 
As crianças devem ser acostumadas a agir dentro de um senso de obrigação. Evite oferecer algo para que ela obedeça ao seu comando. Você vai se sentir vulnerável a ter que pensar em maiores e melhores ‘mimos’ com o tempo. Não imponha limites com frases do tipo “se você não fizer isso.. então eu irei…”. Ao invés disso, peça apenas uma vez e de forma enérgica e em tom baixo, mostrando que você está no controle tanto da própria voz quanto da criança.
Dizer “não” para o seu filho não é traumático. A criança só vai saber até onde pode ir quando tem limites claros e estabelecidos. É assim que ela aprende a ajustar-se às regras e conhecer suas possibilidades. Não se sinta culpado por estabelecer limites!
Por:  Sileli Santiago, psicóloga e psicopedagoga