Distúrbio

Uso excessivo de internet pode gerar “autismo virtual” e distúrbio de games

O vício do game agora é considerado um distúrbio psicológico pela Organização Mundial de Saúde.

Publicada em 28 de julho de 2018 - 12:53

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Uso excessivo de internet pode gerar “autismo virtual” e distúrbio de games

Última atualização: 28 , julho 2018 - 12:53

É comum ver crianças e adolescentes usando a internet e jogos eletrônicos de forma compulsiva. Estudos de casos clínicos demostraram que crianças que passam muito tempo em frente a uma tela de TV, videogames, tablets e computadores apresentam sinais de “autismo virtual”, um quadro com características similares àquelas notadas em quem está no espectro autista. E o vício em games agora é considerado um distúrbio psicológico pela Organização Mundial de Saúde.
 
As telas são tão fascinantes que é difícil para a criança se voltar para outra coisa, mas quando os pais retiram dos seus filhos o acesso a esses aparelhos eletrônicos por alguns dias, os sintomas de “autismo virtual” desaparecem. Pesquisas alertam que o tempo demasiado no mundo virtual impedem que as crianças tenham uma vida social normal que é necessária para o desenvolvimento de habilidades de comunicação e de socialização. É importante que a criança tenha acesso a brincadeiras ao ar livre, práticas esportivas, contatos com animais de estimação, atividades manuais, lúdicas e artísticas.
 
O vício em games e jogos eletrônicos passou a ser considerado transtorno mental pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A 11ª Classificação Internacional de Doenças (CID) incluirá o distúrbio de games como uma condição que provoca uma visível mudança comportamental. Os sintomas deste transtorno são: não ter domínio do tempo e frequência que se passa em frente ao videogame; dar preferência aos jogos em detrimento a outras atividades; ainda que tenha sido repreendido pela frequência com que utiliza o videogame, insistir em seu uso ou até mesmo aumentá-lo. A CID-11 será apresentada oficialmente em maio de 2019, durante a Assembleia Mundial da Saúde. A Associação Psiquiátrica Americana (APA) já incluiu na quinta revisão do Manual Diagnóstico de Desordens Mentais (DSM-V) critérios para diagnosticar o vício em jogo eletrônico.
 
É comum que os pais deixem a criança por horas manipulando o aparelho celular por acharem que assim elas se distraem e não incomodam. As crianças pequenas estão expostas a telas muito mais do que o recomendado pela Academia Americana de Pediatria. A Academia recomenda que as crianças menores de dois anos não estejam expostas às telas e que as crianças mais velhas sejam limitadas a duas horas por dia.
 
Mas tenho que admitir que há alguns benefícios no uso das tecnologias de informação e comunicação. A tecnologia veio para agregar e nos auxiliar, no entanto é preciso estabelecer um limite para seu filho, separando o momento dos jogos eletrônicos, dos deveres da escola, das brincadeiras em grupo, entre outras atividades. Os pais devem analisar com cautela para saber diferenciar um vício de uma eventual empolgação pelos eletrônicos.
 
Remover as telas da vida de uma criança pequena não é uma tarefa fácil para os pais. Mas quando os pais fazem as mudanças necessárias e passam mais tempo com seu filho interagindo, os efeitos podem ser surpreendentemente benéficos. Os cuidadores podem precisar de apoio de um psicólogo para essa mudança de estilo de vida.
Fonte: Blog Sileli Santiago

Melhor rendimento

Como aumentar o interesse da criança pela leitura?

O interesse pela leitura e escrita é incentivado quando a criança tem o contato desde cedo com grande disponibilidade de livros e outros materiais.

Publicada em 11 de julho de 2018 - 16:11

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Como aumentar o interesse da criança pela leitura?

Última atualização: 11 , julho 2018 - 16:11

Ler ajuda a desenvolver o cérebro e ter melhor desempenho acadêmico. Estimular crianças a tomar gosto pelos livros é uma missão importante de pais e educadores. Mas como convencer os pequenos a largar joguinhos e a televisão para abrir um livro?
O primeiro passo para formar leitores é ter livros em casa. O interesse pela leitura e escrita é incentivado quando a criança tem o contato desde cedo com grande disponibilidade de livros e outros materiais impressos, como revistas, no seu lar. A criança precisa ter acesso fácil aos livros, para que eles façam parte do dia a dia dela, assim como acontece com os brinquedos. É importante cultivar a relação com livros mesmo antes da alfabetização. Com crianças pequenas, pode ser explorada a leitura de imagens ou deixar que o livro seja usado como um objeto para brincadeira.
 
A observação dos pais ou outros membros da família lendo também aumenta o interesse da criança pela leitura. É importante que os pais leiam para os filhos. Esse momento com a criança irá proporcionar maior interação familiar e a criação de um vínculo afetivo dela com o livro. Se o seu filho já começou a ser alfabetizado, você pode incentivá-lo a interpretar sinais de trânsito, rótulos de alimentos, receitas e outros elementos que façam parte do universo dele.
 
Também é importante para o processo de aprendizagem que os pais disponibilizem para a criança brinquedos e brincadeiras associados a leitura, e que desenvolvam a psicomotricidade, e as habilidades linguísticas, musicais e lógicas.
 
Aproveite as férias escolares do seu filho para ir com ele para livrarias, bibliotecas e outros espaços relacionados ao universo dos livros, para que ele possa ler e brincar. Assim, a criança vai associar a leitura ao prazer. Observe-a, investigue seus interesses. Acertar na hora de indicar um livro pode garantir que o pequeno se apaixone pela leitura.
 
Quando seu filho começar a ler e escrever, procure valorizar os seus acertos. Para que não tenha uma autoestima acadêmica baixa, ele precisa sentir a segurança de que não vai ser rejeitado se errar, e que o tempo dele será respeitado. Não tem necessidade de cobrar que termine um livro em dois dias. E você pode alternar a leitura com ele para que seja um processo mais prazeroso, mas tome cuidado para não ficar bombardeando a criança com perguntas.
 
O seu filho pode querer ler ou escrever algo para você. A criança, desde pequena, gosta de mostrar suas habilidades para os adultos que a rodeiam, e precisa receber destes a mensagem que é aceita e valorizada. Uma palavra, uma frase ou mesmo um gesto de crítica negativos diante de alguma produção da criança é o suficiente para que ela desenvolva um medo de errar, de se mostrar, o que dificulta o processo de aprendizagem, incluindo o interesse pela leitura. Lembre-se que ler livros deve ser divertido para as crianças para que se torne um hábito para a vida toda.
Fonte: Sileli Santiago

Prevenção

Ortopedista orienta como evitar dor nas costas ao dirigir

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aponta que a dor nas costas é a doença que mais afasta trabalhadores no Brasil por mais de 15 dias.

Publicada em 19 de junho de 2018 - 13:31

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Ortopedista orienta como evitar dor nas costas ao dirigir

Última atualização: 19 , junho 2018 - 13:32

Nas grandes cidades, é cada vez mais comum dirigir e enfrentar o trânsito por horas, realidade que pode vir acompanhada de uma série de problemas, como a dor nas costas. Segundo o ranking de auxílios-doença concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a dor nas costas é a doença que mais afasta trabalhadores no Brasil por mais de 15 dias.

Em 2016, mais de 116 mil pessoas tiveram de se ausentar do emprego por, no mínimo, duas semanas em razão dessa enfermidade. O número representa 4,71% de todos os afastamentos. O segundo motivo que mais afastou trabalhadores no ano passado foram fraturas de perna e tornozelo, seguidas das de punho e mão.

Pensando nessa problemática que, cada vez mais afeta os piauienses, o ortopedista do Hapvida Teresina, Danilo Leite, orientou os motoristas quanto aos cuidados que devem ser tomados para evitar as dores, melhorando assim, a qualidade de vida. “O assento deve ficar posicionado de maneira que a coluna permaneça totalmente apoiada e relaxada. Esse cuidado evita sobrecarga muscular e articular”, indica.

Danilo Leite ainda sintetiza que o encosto deve ser ajustado de acordo com a altura do motorista, posicionando o topo deste na linha dos olhos. Essa posição impede o movimento da cabeça para frente e para trás, protegendo o pescoço de lesões em caso de uma colisão traseira.

Além disso, para quem já é acometido por dores nas costas, o profissional recomenda as medidas que devem ser adotadas para evitar o agravamento e para amenizar o problema. “Um suporte lombar pode promover o conforto do indivíduo quando sentado. Como poucos assentos fornecem o suporte adequado, o rolo lombar portátil ou toalha enrolada são essenciais para pessoas com problemas lombares em progressão”, frisa o ortopedista.

Também se recomenda que seja regulada a distância do banco para que a carga adicional no uso dos pedais não seja transmitida para a coluna lombar. Os braços devem estar relaxados e com os cotovelos semiflexionado para não tencionar ombros e pescoço. “Nada de dirigir muito próximo ao volante, nem muito afastado, evitando assim que os braços e pernas fiquem esticados. Pausas frequentes são importantes para evitar sobrecarga nos discos intervertebrais”, aponta o médico. 

Outra dica é deixar as pernas paralelas uma da outra. “Evite dirigir com os joelhos muito flexionados, pois corre o risco de comprometer a circulação sanguínea”, complementa. O ortopedista alerta que as dores lombares a longo prazo diminuem o limiar da dor por ação central e aumentam a resistência aos analgésicos, e a longo prazo há o risco da realização das atividades diárias serem comprometidas, com prejuízo de função e resultado.

Utilidade pública

Suicídio: precisamos falar sobre isso

O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio no Brasil, por meio do número 188.

Publicada em 17 de junho de 2018 - 17:25

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Suicídio: precisamos falar sobre isso

Fonte: Sileli Santiago

Última atualização: 17 , junho 2018 - 17:25

 Você já se perguntou o que está por trás do comportamento suicida? Porque alguém desiste de lutar? Para algumas pessoas, em determinados momentos, pensar na morte como a única saída para uma situação de sofrimento, talvez pareça a única solução possível. Mas a maioria dessas pessoas escolheria outra forma de solucionar seus problemas, se não se encontrassem numa tal angustia que as incapacita de avaliar as suas opções de forma mais racional.

Recebo com freqüência, no meu consultório, vários pacientes que já tentaram tirar a sua própria vida, ou que apresentam ideação suicida. De acordo com dados da Associação Brasileira de Psiquiatria, 17% da população brasileira já pensou em cometer suicídio. Todo ano são registrados cerca de 10 mil suicídios no Brasil, mas ainda existe um tabu muito grande em falar sobre o assunto e discutir possibilidades de evitação.

É mito a ideia de que falar sobre suicídio aumenta o risco para o mesmo. É preciso falar sobre isso! Na maioria das vezes, aquele que se suicida avisa de alguma forma antes de cometer o ato. Porém, há em muitos casos uma descrença por parte dos amigos e familiares. Geralmente acreditam que a pessoa está querendo apenas chamar a atenção, ou que “quem quer se matar de verdade não avisa, simplesmente se mata.”

Observei nos casos clínicos que acompanhei que, quanto maior a desesperança, maior o desejo desses pacientes de tirarem a própria vida. As pessoas que cometem suicídio, comumente buscam na verdade interromper uma condição de sofrimento e de dor que seja demasiadamente insuportável. Os déficits na resolução de problemas e o perfeccionismo são fatores psicológicos relacionados diretamente ao suicídio.

Outros fatores de risco associados com o suicídio são: transtornos mentais como depressão, bipolaridade e esquizofrenia; situações como o isolamento social e o luto (principalmente em idosos); questões psicológicas como perdas recentes, maus tratos ou abuso sexual na infância, e problemas na dinâmica familiar; e condições clínicas incapacitantes como dor crônica e câncer. O uso de drogas aumenta a impulsividade e, com isso, o risco de suicídio.

Caso perceba que alguém está apresentando mudanças drásticas de humor, demonstrando desesperança com relação ao futuro, tendo engajamento em atividades arriscadas, ou se afastamento dos amigos e familiares, não o ignore. Procure conversar e escutar sem julgar. Oriente a pessoa a pedir ajuda de um psicólogo e de um médico psiquiatra, e se ela se recusar, considere alertar um parente próximo ou alguém de sua confiança.

Se você, que está lendo este artigo neste momento, está pensando em tirar a própria vida, pense que talvez o seu objetivo seja apenas solucionar um problema que neste momento não parece ter solução. Não fique sozinho! Não se isole! Conversar sobre os sentimentos é essencial, vai te ajudar a organizar os seus pensamentos. Fale com quem se sentir mais a vontade, e procure ajuda de um profissional especializado. Não desista! Pense nas lutas que já venceu, e se concentre para vencer mais essa. Procure pensar no que te faz ou pode te fazer feliz. Às vezes são coisas simples, mas que podem te ajudar a resignificar a sua vida.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio no Brasil, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. Você pode ligar a qualquer hora do dia para o número 188.

 

Causas e Tratamento

Mitos e Verdades sobre Osteoporose

A doença atinge 10 milhões de brasileiros e deve crescer 32% até 2050 no país.

Publicada em 6 de junho de 2018 - 16:46

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Mitos e Verdades sobre Osteoporose

Fonte: Redação Piauí Agora

Última atualização: 6 , junho 2018 - 16:46

A osteoporose é uma patologia que acelera a perda de massa óssea, deixando os ossos mais frágeis e porosos. Ela costuma surgir na terceira idade e provoca a diminuição da absorção de minerais e de cálcio. Com isso, os riscos de fraturas aumentam, principalmente no quadril, costela e colo do fêmur. De acordo com a Fundação Internacional da Osteoporose, a doença atinge 10 milhões de brasileiros e deve crescer 32% até 2050 no país.

Há muitas dúvidas sobre as causas e tratamentos da doença. Por isso, convidamos o Dr. Levi Jales Neto, reumatologista na Rede de Hospitais São Camilo de SP, para esclarecer o que é MITO e o que é VERDADE. Confira:

  1. MITO ou VERDADE: apenas as mulheres desenvolvem a patologia.

MITO. Homens também têm osteoporose, sendo prevalente após os 70 anos. Segundo a Fundação Internacional da Osteoporose, uma em cada três mulheres acima de 50 anos terá osteoporose. Entre os homens, o índice é de um em cinco. A chance entre as mulheres é maior por causa da diminuição de alguns hormônios após menopausa.

 

  1. MITO ou VERDADE: apenas os laticínios são fontes boas de cálcio.

MITO. Existe cálcio também de origem vegetal.  Como nozes, sementes, alho e vegetais de folha verde escura. É importante a consulta com o nutricionista para adaptar fontes variadas de cálcio no cardápio.

  1. MITO ou VERDADE: hábitos alimentares ruins na infância podem influenciar no surgimento da doença.

VERDADE. A massa óssea é formada na infância e adolescência e necessita do cálcio e da vitamina D para sua formação, geralmente proveniente de uma dieta equilibrada e exposição solar.

  1. MITO ou VERDADE: é arriscado praticar atividades físicas quando há o diagnóstico da doença.

MITO. Somente as atividades de elevado impacto e atividades com flexão da coluna podem aumentar a incidência de fratura.

  1. MITO ou VERDADE: osteoporose pode ser uma doença silenciosa.

VERDADE. A maioria dos casos de osteoporose só é diagnosticada após a fratura, porque não apresentam sintomas. Por isso, é necessária a investigação com densitometria óssea durante os exames anuais para tratarmos preventivamente.

  1. MITO ou VERDADE: osteoporose não possui cura e tratamento.

MITO. Apesar de não haver cura, existem diversos tratamentos incluindo medicamentos e medidas não medicamentosas. O tratamento depende de cada paciente, por isso é fundamental acompanhamento médico.

  1. MITO ou VERDADE: a principal forma de prevenção é ter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos

VERDADE. Diversos estudos comprovam essas medidas como prevenção. Por isso é fundamental a inclusão de alimentos ricos em cálcio na dieta, além de manter uma alimentação equilibrada. Já a atividade física exerce pressão sob o tecido ósseo, estimulando sua formação e rigidez. Sem contar o desenvolvimento do reflexo e equilíbrio, prevenindo quedas.

fique atento

Educação dos filhos: a importância de impor limites

O estabelecimento de limites e regras claras é importante

Publicada em 23 de maio de 2018 - 12:27

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Educação dos filhos: a importância de impor limites

Fonte: Sileli Santiago

Última atualização: 23 , maio 2018 - 12:29

Para criar uma criança segura e feliz é importante estabelecer regras e definir limites para ela. Quando os pais lidam com o limite com tranquilidade e segurança, constroem para seus filhos um ambiente funcional e que permite a eles entender que o mundo não é uma fonte de prazer inesgotável. O estabelecimento de limites e regras claras é importante para que as crianças aprendam a lidar com as frustrações presentes na adolescência e na fase adulta. Uma criança que entende que não pode tudo cresce mais independente e emocionalmente mais madura.
 
Na hora de impor um limite para o seu filho, lembre-se de que dizer o que quer que a criança faça, de forma clara e oferecendo opções, é o melhor caminho para ajudá-la a entender o comando. Evite dizer apenas “não”. O ‘não’ cria uma imagem mental que estimula a criança a fazer exatamente o que se pede para que ela não faça. Quando você diz ‘não ponha o dedo na tomada’, o que fica na cabecinha da criança é ‘tomada’. O ideal é dar um comando no afirmativo: “filho, venha para perto da mamãe”.
Crianças são diferentes de adultos e ainda não são capazes de lidar com seus impulsos, por isso, precisam ser constantemente lembradas do que pode e do que não pode e das consequências de seus atos. Um erro recorrente dos pais é implorar aos seus filhos para que estes respeitem os limites estabelecidos na família ou cumpram com suas obrigações. Também não precisa dar extensas explicações. As crianças não mantem a atenção durante um discurso longo. E lembre-se que elas ainda obedecem ao princípio do prazer e não estão preparadas para avaliar as necessidades impostas pela realidade. Seja diretivo, as crianças precisam entender que existe uma diferença hierárquica entre pais e filhos e que os pais fazem determinadas exigências para o bem delas.
 
As crianças devem ser acostumadas a agir dentro de um senso de obrigação. Evite oferecer algo para que ela obedeça ao seu comando. Você vai se sentir vulnerável a ter que pensar em maiores e melhores ‘mimos’ com o tempo. Não imponha limites com frases do tipo “se você não fizer isso.. então eu irei…”. Ao invés disso, peça apenas uma vez e de forma enérgica e em tom baixo, mostrando que você está no controle tanto da própria voz quanto da criança.
Dizer “não” para o seu filho não é traumático. A criança só vai saber até onde pode ir quando tem limites claros e estabelecidos. É assim que ela aprende a ajustar-se às regras e conhecer suas possibilidades. Não se sinta culpado por estabelecer limites!
Por:  Sileli Santiago, psicóloga e psicopedagoga

PREVENÇÃO

Pré-natal previne síndrome hipertensiva

As pacientes que podem ter maior predisposição são as com idade materna superior a 35 anos e menor que 18 anos, obesas, gestação gemelar, história familiar ou pessoal de pré- eclampsia, diabetes, lúpus, hipertensão arterial crônica e trombofilias.

Publicada em 14 de maio de 2018 - 13:31

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Pré-natal previne síndrome hipertensiva

Fonte: Redação Piauí Agora

Última atualização: 14 , maio 2018 - 17:48

Síndrome hipertensiva que acomete até 8% das gestantes, a pré-eclâmpsia exige uma série de cuidados médicos, de modo a evitar complicações durante a gravidez, garantindo a segurança materna e do bebê. O especialista Henderson Retrão, obstetra do Hospital Rio Poty, explica como o problema surge e quais pacientes podem ter maior predisposição à doença. 

A causa da doença ainda é desconhecida e pode estar relacionada a fatores placentários, imunológicos, alterações inflamatórias ou endoteliais, predisposição genética, fatores nutricionais e estresse. As pacientes que podem ter maior predisposição são as com idade materna superior a 35 anos e menor que 18 anos, obesas, gestação gemelar, história familiar ou pessoal de pré- eclampsia, diabetes, lúpus, hipertensão arterial crônica e trombofilias”, esclarece o especialista.

 Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a pré-eclâmpsia é responsável por 14% dos casos de óbito materno no mundo, sendo que no Brasil é atualmente a principal causa de óbito nessa população. O obstetra ressalta que a realização do pré-natal é imprescindível para evitar que a doença evolua para formas mais graves.

“A pré-eclâmpsia pode evoluir para formas mais graves como a eclâmpsia (hipertensão associada a convulsão), podendo gerar risco de morte para a mãe e para o feto, sendo importante o diagnóstico precoce.  Além da rotina de pré-natal, as gestantes com risco de desenvolver a doença devem se consultar com mais frequência, controlar o peso, aferir a pressão com mais regularidade e realizar exames para pesquisa de proteinúria”, indica.

O especialista orienta que depois de instalada a doença, medidas como repouso, dieta pobre em sódio, sedativos ou medicações hipotensoras podem ser utilizados com intuito de prevenir as crises convulsivas, controlar o crescimento e vitalidade do feto e postergar a interrupção do parto, evitando as complicações associadas a uma possível prematuridade. “É importante salientar que a pré-eclâmpsia regride espontaneamente após a retirada da placenta”, disse. 

Henderson Retrão aponta que as gestantes devem procurar seu ginecologista antes de engravidar para avaliação clínica, comparecer a todas as consultas de pré-natal e seguir rigorosamente as orientações. Fazer exercícios físicos orientados, reduzir o sal nas refeições e lembrar sempre que a pré-eclâmpsia é uma doença insidiosa que pode ser assintomática e evoluir da forma leve para a forma complicada, desde que não haja os cuidados necessários.