Lagoas do Norte licita empresa para fazer estudos sobre o dique do Parnaíba

Os especialistas comprovaram que o dique, hoje, não apresenta condições de garantir a segurança da população caso ocorra o mesmo fenômeno de cheia dos rios como no ano de 1985

Publicada em 11 de abril de 2019 - 15:14

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Lagoas do Norte licita empresa para fazer estudos sobre o dique do Parnaíba

Última atualização: 10 , junho 2019 - 07:45

A necessidade de reestruturação do dique do Parnaíba já foi constatada por especialistas que integraram os painéis de segurança realizados pelo Programa Lagoas do Norte. Agora, o programa lançará a licitação para contratar uma empresa que ficará responsável por avaliar a atual situação da estrutura e apresentar soluções para o dique.

No último painel, ocorrido no ano passado, os especialistas comprovaram que o dique, hoje, não apresenta condições de garantir a segurança da população caso ocorra o mesmo fenômeno de cheia dos rios como no ano de 1985.  “Nós temos consciência de que o dique precisa de reparos. Estamos licitando a contratação dessa empresa e os estudos vão mostrar que tipo de intervenção precisa ser feita. A empresa deverá apresentar ao menos três propostas. A partir disso, a Prefeitura, em conjunto com a população e o Ministério Público, discutirá qual a alternativa mais eficiente para proteger as famílias de toda a zona norte da cidade”, afirma Márcia Muniz, diretora geral do Programa Lagoas do Norte.

O dique é uma obra de engenharia hidráulica que tem a finalidade de manter determinadas porções de terra secas através do represamento de águas correntes. Construído em 1974 com a finalidade de barrar as águas do rio Parnaíba, o dique foi sofrendo interferências em sua estrutura e transformou-se numa das principais avenidas de acesso a vários bairros da zona norte. O único reparo em sua estrutura ocorreu durante a enchente de 1985, em que milhares de famílias ficaram desabrigadas.

Segundo Tarcysio Ferreira, engenheiro do Lagoas do Norte, ao longo do tempo, o dique sofreu alguns tipos de intervenções, como a fundação de casas, poços e fossas, além de árvores de grande porte que cresceram na encosta (parte inclinada) do dique. “Além dessas intervenções na estrutura, houve um certo afundamento desta grande estrutura que diminuiu a cota em alguns trechos, além do assoreamento do rio. Com isso, se ocorrer um período chuvoso como foi na década de 1980, com os picos de cheias máximas nos dois rios, não se pode garantir que o dique seja eficiente para conter a água”, explica.

O edital de licitação deverá ser lançado até o fim deste mês. A empresa selecionada fará a avaliação e proporá ao menos três alternativas estruturais, determinando quais as obras e necessidades de desocupação da área em cada proposta. Essas alternativas serão discutidas pelo PLN com a população.

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