Operação NATUREZA

Prisão servidores Semar: órgão diz que está colaborando com as investigações

O prejuízo causado pelos crimes chega a R$ 3.129.236,04 aos cofres públicos

Publicada em 30 de agosto de 2018 - 10:17

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Prisão servidores Semar: órgão diz que está colaborando com as investigações

Última atualização: 30 , agosto 2018 - 16:01

Atualizado às 12h12

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar) divulgou ainda na manhã desta quinta-feira (30), uma nota de esclarecimento em relação a Operação Natureza, que cumpriu sete mandados de prisão contra servidores do órgão e empresários.

De acordo com a nota, a Semar informa que está colaborando “plenamente com a investigação em curso da Polícia Civil do Estado do Piauí”.

“A Semar se coloca à total disposição para esclarecer quaisquer questionamentos, sempre visando à transparência e o correto funcionamento da administração púbica”, esclarece.

NOTA COMPLETA

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar) informa que está colaborando plenamente com a investigação em curso da Polícia Civil do Estado do Piauí, por meio do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), que investiga crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, associação criminosa, advocacia administrativa, além de crimes ambientais.

 As ações dos investigados ocorrem desde 2012 e a Semar se coloca à total disposição para esclarecer quaisquer questionamentos, sempre visando à transparência e o correto funcionamento da administração púbica.

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MATÉRIA ORIGINAL

Sete pessoas, dentre elas, empresários e servidores públicos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semar-PI), são alvos de uma operação deflagrada na manhã desta quinta-feira (30) pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco). Os investigados foram presos suspeitos de corrupção (ativa e passiva), associação criminosa, advocacia administrativa, além de crimes ambientais.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), em nota, o prejuízo causado pelos crimes chega a R$ 3.129.236,04 aos cofres públicos. Os nomes dos presos ainda não foram revelados oficialmente.

Os crimes teriam iniciado no ano de 2012, porém, a denúncia só chegou a Polícia Federal em 2015. Em seguida a Greco assumiu as investigações visando apurar atos ilícitos praticados por servidores da Semar. “Tais como desvio de verbas públicas, o uso irregular de bens públicos, emissão de licenças ambientais de forma irregular, dentre outros”, diz a nota.

Ao todo, sete mandados de prisão temporária foram cumpridos em Teresina, Regeneração, Guadalupe e Brasília, além disso, foram expedidos dez mandados de busca e apreensão pela juíza Júnia Maria Feitosa Bezerra Fialho, titular da 4ª Vara Criminal de Teresina.

A operação contou como o apoio operacional da Diretoria de Inteligência da SSP e Polícia Civil (DINT), Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), Divisão de Operações Especiais (DOE), Delegacia de Repressão a Crimes de Internet (DRCI), Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), 4º Distrito Policial, Polícia Civil do Distrito Federal, 25º Batalhão do Exército Brasileiro e Tribunal de Contas do Estado.

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